Usina de biogás em Petrolina gera energia elétrica capaz de abastecer 4.300 casas por ano

Por G1

Belo Horizonte, 03 de janeiro de 2020.

 

A primeira usina de biogás do interior de Pernambuco está em operação desde o início de dezembro, em Petrolina, no Sertão. A unidade gera energia elétrica a partir do lixo, em aterro sanitário. A usina tem capacidade de gerar até um megawatt hora, totalizando mais de 8.200 megawatts hora por ano. O suficiente para abastecer 4.300 casas.

O aterro sanitário de Petrolina recebe, por dia, cerca de 300 toneladas de lixo. A decomposição do material orgânico, debaixo da terra, produz o gás Metano, um dos mais poluentes, e principal responsável pelo efeito estufa.
“Dos gases gerados, 50% é o gás Metano, é um gás poluente que contribui para o efeito estufa. Em lixões de céu aberto, eles são lançados diretamente na atmosfera, mas nos aterros sanitários, eles são captados para outros fins, que não agridem o meio ambiente”, esclarece a engenheira ambiental do CTR, Emanuela Gonçalves.

Como é altamente inflamável, uma estação de captação leva o gás Metano para uma usina, onde ele se transforma em energia elétrica. A unidade começou a funcionar no dia 2 de dezembro e fica dentro da área do aterro. O maquinário foi montado nos mesmos moldes das usinas que já existem em Jaboatão dos Guararapes e em Igarassu, na região metropolitana do Recife.
A geração é coordenada por um painel. “O gás Metano vem por meio da sucção do motor, o motor faz a queima do metano, que se transforma em combustível para que a gente consiga gerar energia”, explica o operador de regulagem, João Vitor Oliveira.

A energia gerada na usina de biogás já está sendo injetada na rede e distribuída pela Companhia Energética de Pernambuco(Celpe). "É uma iniciativa sustentável, esperamos que seja uma tendência. Essa unidade, ela prova que a gente pode aproveitar o biogás para gerar energia. E a gente espera que cada vez mais o biogás seja uma energia utilizada, por ela ser limpa, renovável. E a gente deixa de emitir gases de efeito estufa e poluir a atmosfera. E assim que o aterro sanitário for aumentando, a previsão é colocar mais motores”, afirma a gerente técnica da usina, Helena Reis.

 

In: G1