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Eletrobras perde R$ 10 bilhões enquanto a privatização não acontece

Por Exame

São Paulo – O processo de privatização da Eletrobras ganhou mais uma capítulo na tarde de ontem. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, concedeu duas liminares que dificultam a venda das distribuidoras da estatal.

A primeira proíbe que o governo venda o controle acionário das estatais sem o aval do Congresso. A segunda liminar suspende o leilão da CEAL, distribuidora da Eletrobras, que atende o estado de Alagoas.

A notícia fez com que os papéis preferenciais da estatal chegassem a cair mais de 5% na Bolsa.

Hoje, com a afirmação feita por Moreira Franco, ministro de Minas e Energia, de que o governo está confiante de que será possível derrubar a liminar que impede a realização de um leilão para a venda de seis distribuidoras as ações voltaram a subir, alta de 2%.

Além das liminares emitidas pelo STF, o próprio governo já admitiu que a privatização das estatais pode não sair este ano.

“Os prazos estão mais curtos para fazer uma operação esse ano. E a gente ainda não aprovou a lei da privatização das distribuidoras. Existe sim a possibilidade de não ocorrer este ano”, afirmou Eduardo Guardia, ministro da Fazenda.

Somado a isso, o processo de privatização foi paralisado pela Justiça do Trabalho. No início do mês, o Tribunal Regional do Trabalho 1ª Região determinou que a Eletrobras suspendesse o processo até a realização de estudos sobre o impacto da medida sobre contratos de trabalho nas empresas. A decisão foi tomada após ação movida por sindicatos de funcionários da companhia.  

Dias difíceis

Diante deste cenário, as ações da Eletrobras seguem em derrocada na Bolsa. De janeiro a junho, os papéis preferenciais acumulam queda de 38% e os ordinários, de 36%.

Com a desvalorização dos papéis, o valor de mercado da estatal encolheu. Em janeiro, o valor de mercado da estatal era estimado em 27,05 bilhões de reais.

Atualmente, o valor de mercado da estatal é de 16,67 bilhões de reais, ou seja, uma redução de 10 bilhões de reais, segundo dados divulgado pela Economatica, provedora de informações financeiras, a pedido do site EXAME.